Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

graça da Graça

Sou casta e castiça

no miradouro que espreita

e no eléctrico que passa.

Sou um mapa de ruas chegadas

becos de luz fundida

e azulejos pintados.

E atrás da fachada fechada

a velha cusquice

na porta à espreita

aberta a um novo sorrir.

Sou mais e cheia de graça

sou Vilas e operários

e artistas e gente boa

sou cidade que respira campo,

Sou eu gente de Lisboa!



(Mas veja também senhor visitante senhor governante

a desgraça

nos carros sobrepostos e nos preços da habitação

e nos elevados impostos e nos excluídos impostos

e nas pedras soltas e nos buracos destapados

onde cães mal afamados estrumam sem escolher

e lixos se semeiam por colher...

Que também é muita desgraça esta minha graciosa Graça!)

K!KE às 22:07
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2 comentários:
De Talberto a 13 de Fevereiro de 2008 às 10:01
Quanto aos preços da habitação não sei dizer qual é a ideia desta gente. Acerca da estrumaria é só passar ali no campo de minas da rua da verónica. Em relação aos carros sobrepostos não sei de nada, desminto tudo. Onde é que se arranja uma casa com garagem na graça baratinha?
De a 17 de Fevereiro de 2008 às 10:53
Gosto da Graça. Gosto mais da Graça quando estou em Braga a pensar na Graça.

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